segunda-feira, 30 de outubro de 2023

agente patogenico tarefa 5

Agentes infeciosos

Os agentes infecciosos são aqueles organismos responsáveis por desencadear infecções ou doenças infecciosas. Os principais agentes infecciosos são os vírus, bactérias, protozoários e fungos, entretanto, outros organismos como os helmintos, também podem ser assim denominados, não sendo essa, portanto, uma definição que engloba apenas micro-organismos.
Fontes ou reservatórios humanos
Quando essa fonte é uma pessoa. Ela não necessariamente precisa estar doente.
  • Ela pode estar ainda no período de incubação (o agente ainda não causou sintomas)
  • Pode estar com sintomas inespecíficos, muitas vezes leves
  • A pessoa pode estar apenas colonizada (o organismo vive nela, sem causar nenhuma doença)

Exemplos de doenças transmitidas de pessoa a pessoa, sem nenhum intermediário: Infecções Sexualmente




Fontes ambientais

Exemplos de Fontes ambientais:

  • Superfícies de materiais (roupas)
  • Superfícies de móveis (cama, mesinha, cabeceira, monitor)
  • Superfícies de equipamentos
  • Solos
  • Plantas
  • Água – o sistema hidráulico por ser fonte de vários micro-organismos (bactérias como a cólera, ou fungos, como o Aspergillus e Fusarium)
  • Ar condicionado – são fontes importantes de infecções em hospitais, principalmente por fungos como Aspergillus)
  • Soluções (até mesmo soluções como álcool e sabão podem ser fontes de infecção se não forem cumpridas as regras de uso)
  • Medicamentos


Fontes ou reservatórios animais

O animal pode estar apenas colonizado pelo micro-organismo.
Exemplos: bactérias em boca, pelos ou unhas de cães ou gatos
A doença pode ser normalmente transmitida de animal a animal, tendo o ser humano como hospedeiro acidental, estas são as



Porta de Saída

É a via pela qual os micro-organismos saem da fonte humana para atingir uma fonte ambiental ou um hospedeiro susceptível.

Exemplos de porta de saída:

  • Trato respiratório
  • Trato geniturinário
  • Trato gastrintestinal
  • Sangue
  • Pele
  • Mucosas.


Porta de entrada:

É a via pela qual o agente infeccioso atinge o hospedeiro susceptível.

Exemplos:

  • Trato respiratório,
  • Trato gastrointestinal,
  • Trato urinário,
  • Pele não íntegra,
  • Mucosas.




Transmissão de doenças infecciosas –  direta por contato

Micro-organismo é transmitido diretamente de pessoa para pessoa: Pele-a-pele, beijo, contato sexual.

Exemplos:

  • Contato de sangue e fluídos corporais do paciente diretamente com mucosa ou pele não íntegra como HIVHepatites viraisClostridium difficile, 
  • Contato direto (mesmo pele íntegra) com pacientes infestados com escabiose
  • Contato direto (mesmo pele íntegra) com pacientes portadores de lesão herpética





Transmissão de doenças infecciosas –  direta por gotas (respiratória)

Quando espirramos, tossimos, ou mesmo falamos, emitimos pequenas partículas que saem por nossa boca ou nariz.

Essas partículas são dispersadas por uma certa distância até caírem no chão.

dependendo do tamanho e peso dessas partículas, elas podem ter diferente alcance.

Existem dois tipos de transmissão direta por gotas ou transmissão respiratória:

  • Transmissão por gotícula
  • Transmissão por aerossol

Transmissão de doenças infecciosas –  Via respiratória por gotícula


As  gotículas respiratórias são partículas muito pequeninas que medem menos que 5 μm (não podem ser vistas a olho nu) e saem do corpo do doente através de tosse, espirro ou fala.

As gotículas respiratórias entram no corpo penetrando nas mucosas de olhos, nariz ou boca.

Exemplo: vírus sincicial respiratórioBactérias,





Transmissão de doenças infecciosas –  Via respiratória por aerossol

A transmissão por aerossol ocorre pela disseminação de núcleos goticulares ou de pequenas partículas (<5 μm de tamanho).

Essas partículas contêm agentes infecciosos que permanecem infectantes por períodos prolongados e podem percorrer longas distâncias.

O tamanho da partícula proporciona a forma ideal para a inalação, uma vez que é suficientemente pequena para atingir a árvore respiratória sem ser contida pelos cílios presentes na mucosa do trato respiratório superior.

Exemplos: esporos de Aspergillus sppMycobacterium tuberculosis

Os micro-organismos carreados desta forma podem atingir longas distâncias através das correntes de ar e ser inalados por pessoas suscetíveis que não tiveram contato próximo ou que estiveram no mesmo quarto com a pessoa infectada

Transmissão de doenças infecciosas – indireta pelo Ar

Transferência de um agente infeccioso desde um reservatório até um hospedeiro através de núcleos de poeira ou gotículas suspensas no ar.

Núcleos de poeira se instalam em superfícies e depois viajam pelo ar através do vento ou queimadas.

Gotículas são partículas muito pequenas e leves que conseguem ficar suspensas no ar por mais tempo e alcançam distancias maiores que os núcleos de poeira e se dispersam mais facilmente.







Transmissão de doenças infecciosas – indireta por vetores

Transferência de um agente infeccioso desde um reservatório até um hospedeiro por intermediários animados (animais).

Os vetores podem transportar os agentes infecciosos por meios puramente mecânicos ou participarem do ciclo de vida do micro-organismo.

Cada animal (vetor) pode ser capaz de transmitir um ou vários agentes infecciosos


Exemplos de vetores:

  • Moscas  ( bactérias causadoras de diarreias infecciosas)
  • Carrapatos (Borreliose – doença de lyme)
  • Mosquitos Aedes aegypti  (Dengue, ZikaChikungunyaFebre Amarela)
  • Mosquitos do gênero Anopheles (Malária)
  • Roedores (Leptospirose)
  • Morcegos (Raiva, Histoplasmose)
  • Pombos (Paracoco)
  • Gatos (Toxoplasmose, Raiva)

Transmissão de doenças infecciosas –  Via respiratória por gotícula

As  gotículas respiratórias são partículas muito pequeninas que medem menos que 5 μm (não podem ser vistas a olho nu) e saem do corpo do doente através de tosse, espirro ou fala.

As gotículas respiratórias entram no corpo penetrando nas mucosas de olhos, nariz ou boca.






Hospedeiro Susceptível:

Todos os indivíduos possuem algum grau de susceptibilidade, a depender das condições individuais e do tipo de patógeno.

Nem toda pessoa que entra em contato com algum micro-organismo ficará doente.

Na verdade, a maioria dos agentes infecciosos com os quais temos contato, não nos causa doenças,

O maior exemplo disso é a Tuberculose.

Para que uma pessoa fique doente, na verdade precisa -se de uma série de condições favoráveis, e nem sempre podemos estipular ou quantificar todas elas.

Pessoas com maior risco de desenvolver doenças infecciosas uma vez que entram em contato com o agente:

  • Pacientes imunossuprimidos (com imunidade baixa), independente do motivo da imunossupressão.
  • Recém Nascidos,
  • Queimados,
  • Idosos,
  • Paciente recém operados.





resistência antimicrobiana

A resistência antimicrobiana (RAM) põe em risco a eficácia da prevenção e do tratamento de um número cada vez maior de infecções por vírus, bactérias, fungos e parasitas.
A RAM ocorre quando microrganismos (bactérias, fungos, vírus e parasitas) sofrem alterações quando expostos a antimicrobianos (antibióticos, antifúngicos, antivirais, antimaláricos ou anti-helmínticos, por exemplo). Os microrganismos resistentes à maioria dos antimicrobianos são conhecidos como ultrarresistentes.
Como resultado, os medicamentos se tornam ineficazes e as infecções persistem no corpo, aumentando o risco de propagação a outras pessoas.
A resistência aos antimicrobianos representa uma ameaça crescente à saúde pública mundial e requer ação de todos os setores do governo e da sociedade.


















segunda-feira, 23 de outubro de 2023

microrganismo (patogenicidade) tarefa 4

 

CONSEITO DE EPIDEMIOLOGIA

EPIDEMIOLOGIA “é a ciência que estuda a distribuição e os determinantes dos problemas de saúde (fenômenos e processos associados) em populações humanas”  É a ciência básica para a saúde coletiva, principal ciência de informação de saúde.


a epidemiologia é “o estudo do que acontece às pessoas”. Definimos epidemiologia como o estudo dinâmico das determinantes, ocorrência e distribuição da saúde e doença numa população.  Assim, a actividade epidemiológica procura observar e enumerar as variáveis implicadas num determinado acontecimento, anotar as relações entre as variáveis observadas e tirar conclusões da sua natureza, e determinar as implicações das relações identificadas. Tem como seus objectivos compreender as causas da doença, explicar as características do seu aparecimento e distribuição, descrever a sua história natural e estudar os métodos para a sua prevenção ou controlo



CICLOS DE VIDA e transmissão da malária

O ciclo de vida do parasita da malária envolve 2 hospedeiros. Ao se alimentar de sangue, a fêmea do mosquito Anopheles infectada pelos plasmódios inocula os esporozoítos no hospedeiro humano.

fonte:(https://www.euroclinix.net/pt/saude-do-viajante/malaria/transmissao)


cadeia epidemiológica


Para que seja possível o aparecimento de infecção. é requerido que estejam presentes as seguintes condições: 1. Número adequado de agentes patogénicos (inoculo microbiano), variável consoante a espécie e o estado imunitário do hospedeiro 2. Existência de um reservatório ou fonte onde o microrganismo sobreviva e possa multiplicar-se 3. Via de transmissão do agente para o hospedeiro 4. Porta de entrada do hospedeiro específica para o agente patogénico (há especificidade entre microrganismos e capacidade de desencadear doença em orgãos ou sistemas específicos do hospedeiro) 5. Que o hospedeiro seja susceptível ao agente microbiano, isto é, que não tenha imunidade ao agente.




fonte(:https://www.passeidireto.com/arquivo/97348344/mapa-mental-cadeia-epidemiologica














segunda-feira, 16 de outubro de 2023

Acção dos agentes físicos e químicos tarefa 3


 Iodo e cloro 

iodo e seus derivados matam bactérias, vírus e fungos, causando danos membrana celular desses microorganismos e levando-os à perda de material intracelular. O cloro tem boa ação contra fungos, algas, protozoários, vírus e formas vegetativas de bactérias. Entretanto, os halogênios e seus compostos não são tão efetivos contra esporos bacterianos.




ESTERILIZAÇÃO: Processo que visa a

destruição total de todas as formas de

vida de um material ou ambiente,

através de métodos físicos ou químicos.



DESINFECÇÃO: eliminação parcial dos

microrganismos, mata as formas

vegetativas, mas não necessariamente as

esporuladas de microorganismos

patogênicos presentes num material

inanimado.

 Métodos: substâncias químicas

(desinfetantes), radiação UV, água fervente

ou vapor.




Antissépticos

Antissépticos são agentes químicos para uso tópico em tecidos vivos. Não podem ser ingeridos. Existe teste de toxicidade que são feitos em culturas de células para verificar o nível de toxicidade.





Álcoois: atuam contra bactérias, vírus, micobactérias e fungos, mas não são efetivos no combate a esporos e alguns vírus muito resistentes. Em apresentação líquida (álcool etílico e isopropílico), em concentração de 70%, são usados na limpeza de superfícies, materiais hospitalares e objetos diversos. Na forma de gel (álcool etílico) é usado para antissepsia da pele.





Detergente Catiônicos CQA

grupos carregados positivamente

- compostos quaternários de amônio: moléculas contém, no mínimo, 12 átomos de

carbono, ligados ao íon amônio, os quats

- Mecanismo de ação: lise da membrana citoplasmática e

desnaturação de proteínas

Ex.: cloreto de benzetônio, cloreto de benzalcônio, cloreto de cetilpiridínio

(Cepacol).

Pouco tóxico

desinfetantes domésticos e hospitalares e anti-sépticos.





Esterilizantes – destruição de todas as formas de vida microbiana, incluindo endosporos (formas de vida mais resistentes). ESTERILIZAÇÃO COMERCIAL – uso do calor para matar os microrganismos patogênicos sem necessariamente degradar os produtos (alimentos). DESINFECÇÃO.


A Desinfecção por Gerador de Ozono atua através do princípio da oxidação. O ozono é um poderoso desinfetante gasoso, que tem uma ação destrutiva, rápida e eficaz, contra vírus, bactérias e fungos.


Este método é indicado para ambientes sem presença de pessoas e que possam estar selados durante a execução da desinfecção.


Composto fenólicos 

Os fenóis estão presentes em desinfetantes, antissépticos bucais e hospitalares, na fabricação de medicamentos, plásticos explosivos, corantes, entre outras aplicações. Os fenóis são compostos que possuem o grupo hidroxila (OH) ligado a um anel benzênico.



Sais metálicos :-


 


Cloreto de Prata :- AgCl ( cerargita )


Pó branco, insolúvel em água, exposto a luz forma sub-cloreto de prata de cor violácea.


          2 AgCl ---> Cl + Ag2Cl.


Passa a cor negra pela produção de prata livre.


          Ag2Cl ---> Cl + 2 Ag.


A sêco absorve o amoníaco ( 320 vezes o seu volume ) formando o complexo 2 AgCl.NH3 que a 38oC libera todo amoníaco.


AgCl ‚ solúvel em amoníaco, nas soluções aquosas de hipossulfito e de cianetos alcalinos.


Obtenção:-


Tratando solução de sal de prata pelo ácido clorídrico ou por um cloreto solúvel. 


          AgNO3 + NaCl ---> NaNO3 + AgCl.


Usos:- Fotografia.


 


Nitrato de Prata :- AgNO3


Sal de prata mais conhecido, cristaliza a partir de solução de prata em ácido nítrico, formando cristais de grandes placas rômbicas transparentes.


          3 Ag + 4 HNO3 + NO + 2 H2O


O sal fundido, moldado em pequenas barras tem nome popular de "pedra infernal". Bastante solúvel em água, produzindo solução neutra.


Solúvel em álcool e demais solventes orgânicos.


A solução de AgNO3 se decompõe sobre matéria orgânica, como papel, borracha ou pele, depositando prata metálica de cor negra intensa. ( retirada por hipossulfito ou cianeto de sódio) 


Absorve o amoníaco com despreendimento de calor, formando o Ag(NH3)2NO3 .


Usos:- Fotografia e fonte de demais composto de Prata.







Cloreto de Mercúrio - HgCl


Mineral "calomelano", conhecido como sub-cloreto de mercúrio.


Pó branco, insolúvel em água, sublima a 383oC.


Tratado por amoníaco, se torna negro por transformar-se em mistura de cloreto mercurioamina e mercúrio metálico finamente dividido.


          2 HgCl + 2 NH3 ---> HgClNH2+ NH4Cl + Hg


Solúvel em HCl, formando cloreto mercúrio HgCl2


Obtenção:-


1) Tratando-se sal de mercúrio solúvel, por cloreto de sódio.


          HgNO3 + NaCl---> NaNO3 + HgCl


2) Aquecendo uma mistura de cloreto mercurico e mercúrio


          HgCl2 + Hg --->2 HgCl


Usos:-


Medicamentos, explosivos, eletroquímica.




Cloreto Mercurico - HgCl2

Bicloreto de mercúrio ou sublimado corrosivo, cristais brancos cristalinos, solúvel em álcool e éter, veneno violento, (clara de ovo insolubiliza )


Obtenção:-


Passando corrente de cloro sobre mercúrio metálico, a quente.


          Hg + Cl2 ---> HgCl2


Usos:-


Água sublimada ( 1/1000 solução ) anti-apodrecimento de madeira, corantes.


segunda-feira, 9 de outubro de 2023

Nutrição dos microrganismos tarefa 2


Nutrição dos microrganismos 

 Os microrganismos necessitam de fontes de energia, fontes de carbono, fontes de nitrogênio, sais minerais, água, fatores de crescimento (vitaminas e outras substâncias). Estas substâncias são fornecidas a partir de fontes orgânicas e/ou Inorgânicas Nutrição dos Microrganismos

Os microrganismos possuem diversas necessidades nutricionais, pois esses apresentam diferentes características em sua capacidade de sintetizar componentes celulares a partir de nutrientes simples.

As formas pelas quais os microrganismos absorvem energia, podem ser conhecidas como:

Fototróficos – Através da fotossíntese utilizam a luz como fonte de energia.

Quimiolitotróficos – Absorvem energia a partir da oxidação de uma substância inorgânica, geralmente próprio para o microrganismo em particular.

Quimiorganotróficos – Absorvem energia a partir do catabolismo de substratos orgânicos, açúcares em particular.

Uma célula típica possui metade de sua massa seca em carbono. Esse elemento é necessário para a biossíntese de diversos constituintes celulares. Ex.: Carboidratos, proteínas, lipídeos, ácidos nucleicos, etc.. Sua utilização está diretamente relacionada a forma que cada microrganismo emprega para seu suprimento de energia.





Meios de cultura e agentes físicos e químicos tarefa 3

 MEIO DE CULTURA DOS MICRORGANISMOS


Os meios de culturas são preparações químicas geralmente usadas para a realização de análises laboratoriais, que possuem na sua fórmula nutrientes entre outras substâncias que provém as condições necessárias para que os microrganismos inoculados multipliquem-se em um meio artificial, para entre outras funções, o seu estudo e análise.os meios de cultura podem ser; ordinários seletivos;enriquecidos


Crescimento microbiano 



Fase Lag: momento em que a bactéria foi inserida ao meio de cultura e passa por pequenas variações, ao qual, ela está se adaptando.

Fase Exponencial: estágio em que a bactéria começa a se multiplicar, reproduzir constantemente.

Fase Estacionária: momento estável, onde o número de bactérias que estão se reproduzindo é o mesmo número de bactérias que estão morrendo.

Fase Declínio: estágio em que o número de mortes supera o de macroorganismos vivos, onde leva o desparecimento da população de bactérias.

Ação dos agentes físicos e químicos 


Calor húmido e seco

O calor é um dos mais importantes métodos para o controle e eliminação dos microrganismos. Acima da temperatura ideal de crescimento o calor vai promover a desnaturação de proteínas estruturais e enzimas, levando a perda da integridade celular.

O calor seco elimina os microrganismos também por processo de oxidação. O calor úmido na forma de vapor tem o maior poder de penetração e eliminar as formas vegetativas dos procarióticos, vírus e fungos e seus poros. A morte por calor é uma função exponencial que ocorre à medida que a temperatura menor será o valor D (maior temperatura, menor D). Deste modo, são necessárias rápidas exposições à temperatura alta, para grande redução no número dos microrganismos viáveis


Autoclave
Equipamento que emprega vapor d’água sob processo que produz a temperatura mínima de 121ºC. Quanto maior a pressão da autoclave mais a temperatura, estes métodos destroem as formas vegetativas e esporuladas a procariotos e fungos, promovendo a esterilização. Os príons são uma exceção por serem agentes extremamente resistentes aos métodos de desinfecção e esterilização. A autoclavação é um método muito usado em laboratórios e hospitais. Existem dois tipos de autoclaves:

Autoclave gravitacional: o ar é removido por gravidade e sai por um ralo na parte inferior da câmera à medida que o vapor é injetado. O aquecimento é feito de fora para dentro.

Autoclave com sistema de vácuo: o ar é previamente removido por vácuo. Quando o vapor entra penetra instantaneamente os artigos na ausência de ar residual.





Água em ebulição
É o vapor d’água livre (100ºc/20 min.). Destrói as formas vegetativas e alguns endósporos (dependendo da temperatura e da espécie de bactérias






Incineração
É a combustão completa para descontaminação de material hospitalar de uso descartável (luvas, material plástico) e lixo contaminado em geral


Tindalização: Nesse processo, o aquecimento é feito de maneira descontínua. Após o acondicionamento das matérias primas alimentícias, a serem submetidas ao tratamento, em recipiente fechado, o produto é submetido ao tratamento térmico. Dependendo de cada produto e do rigor térmico desejado, as temperaturas variam de 60 a 90 ºC, durante alguns minutos. As células bacterianas que se encontram na forma vegetativa são destruídas, porém os esporos sobrevivem. Depois do resfriamento, os esporos entram em processo de germinação e depois de 24 horas a operação é repetida. O número de operações pode variar de 3 a 12 vezes até a obtenção da esterilização completa. A vantagem desse processo é que podem ser mantidos praticamente todos os nutrientes e as qualidades organolépticas do produto, em proporções maiores do que quando se utilizam outros tratamentos térmicos.


Incineração: método onde os microrganismos são destruídos juntamente com o material que se leva ao fogo. Em hospitais é utilizado para destruir o material infectado, como por exemplo: material proveniente de curativos, seringas, agulhas, suabes, etc.


Radiação não-ionizante: A radiação ultravioleta (UV) (de 4 a 400 nm – sendo 260 nm o comprimento mais eficiente) é bastante letal. Como sua maior eficiência se dá a 260 nm, que corresponde ao comprimento de onda onde se dá a maior absorção pelo DNA, a radiação UV afeta primariamente este tipo de molécula. Após o DNA ter sido exposto à luz UV, ocorre à formação de dímeros de timina, que impede a ação da DNA polimerase. Para exercer sua função letal sobre qualquer microrganismo, devem atingi-los diretamente, pois possuem baixo poder de penetração. Se os microrganismos estiverem complexados com matéria orgânica, isto é, fora de alcance direto dos raios (atrás de uma partícula de poeira, superfície com reentrâncias e dobras), estes permanecem vivos. Por não terem alto poder de penetração, as vestimentas e alimentos só estarão esterilizados, na superfície expostas diretamente à radiação. A água perfeitamente límpida é permeável aos raios e o vidro comum é impenetrável aos raios. O grau de exposição aos raios ultravioleta, necessários para exercer ação microbicida, depende dos fatores tempo e intensidade, que variam para os diferentes microrganismos. Bactérias ou fungos contidos no ar são facilmente atingidos pelos raios e consequentemente destruídos






Radiação ionizante: Radiações de pequeno comprimento de onda e de altíssima energia e penetrabilidade. São bastante eficientes, pois promovem a ionização de átomos, fazendo-os perderem elétrons, gerando radicais livres extremamente reativos, que podem destruir pontes de hidrogênio, duplas ligações, estruturas em anel. Quando na presença de oxigênio, geram radicais hidroxila livres, absolutamente tóxicos para as células. A ionização se deve ao fato de as radiações possuírem alta energia, suficiente para romper as estruturas celulares. É um excelente agente de esterilização, porque possui um alto poder de penetração. As radiações eletromagnéticas do tipo Radiação X e Gama são as mais penetrantes e utilizadas para esterilizar antibióticos, hormônios e plásticos descartáveis. Este tipo de tratamento não deixa resíduos da radiação. 





Peróxido de hidrogênio (água oxigenada): é bastante utilizado como agente desinfetante em cortes e ferimentos, pois sua ação oxidante é um inibidor de crescimento de bactérias. Por ser uma molécula pequena, atravessa a parede de membranas celulares, ocasionando a destruição de componentes dentro das células.


















Enquadramento Legal e controlo da infecção tarefa 9

  Enquadramento    legal do controlo de infeção   Circular Normativa nº 27/DSQC/DSC de 03/01/2008    A Circular Normativa nº 27/DSQC/DSC de ...